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Mensagem do dia Pe. Jonas Abib27/09/2005 -106

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Domingo,  18  de setembro 2005 Saber reconhecer o valor do outro

O nosso ser é cheio de vida.  Dele rebentam coisas lindas, cheias de vida! Correspondem as qualidades e potencialidades, virtudes e riquezas, dons e graças que existem latentes no nosso ser. Há vida em nós.  Vida abundante.  Força latente em nós.
Mas veja bem: Somos no cerne de nós mesmos. Isso tudo, porém, não se concretizou ainda.  Há uma vida latente em nós, mas não se realizou ainda concretamente.  Há uma enorme força de vida.  Essa força se manifesta em aspirações.  São como os brotos do tronco de uma mangueira.  Os brotos novos que rebentam do tronco da mangueira não são ainda galhos, muito menos tronco; assim como são brotos, apenas brotos e não têm ainda flores e não dão ainda frutos; igualmente, essas aspirações em nós são reais, correspondem ao que somos no cerne de nós mesmos.  Assim como a mangueira tem tudo para ser galho forte, dar flores e frutos, só que ainda não dão.  Não somos capazes ainda.  São apenas aspirações.  Aspiram se tornar.  Aspiram se concretizar.
Olhando de frente as aspirações percebemos que elas são reais.  Existem porque irrompem do que somos.  Só que, no concreto, não conseguimos realizá-la ainda.  Pelo menos não o conseguimos na totalidade.  Não atingimos ainda a radicalidade aspirada. Não conseguimos concretizar ainda tudo que aspira viver em nós.  E isso causa um conflito interior.  Conflito entre a aspiração e a nossa realidade atual.  Brigam em nós duas realidades: a aspiração que é real e o não conseguirmos concretizar ainda e o que aspiramos, o que também é real. Este conflito é real.  Isso acontece com todo o ser humano. É um processo natural.
Posso dizer que todas as pessoas fazem muitas coisas boas, corretas, lindas, dignas de louvor, dignas de elogio: dignas de serem faladas.  São feitos, verdadeiras façanhas de nossos irmãos que poderiam nos levantar e entusiasmar.  São feitos “edificantes”, isto é, que edificam, que constroem a nós e ao corpo todo.
Não sabemos como tratar isso tudo que sentimos e que luta dentro de nós.  O mínimo que acontece é ficarmos muito confusos.  Ficarmos decepcionados.  Decepcionados conosco mesmos.  Decepcionados com a situação.  Decepcionados com a realidade.  Mas como é muito duro viver esse conflito e essa decepção conosco mesmos, a reação inconsciente e imediata é refletir nos outros e no ambiente, o que no fundo não aceitamos em nós.
Refletir aqui é um termo bem apropriado: ele explica bem.  Acabamos refletindo nos outros e no ambiente o que se passa em nós.  Espelhamos neles.  Eles se tornam espelhos.  Mas espelhos da nossa realidade.  Vemos neles o que se passa em nós.  O interessante é que vemos mesmo.  Acontece igualzinho ao que se passa com o espelho.  O que não conseguimos ver e entender em nós mesmos acabamos vendo nos outros e no ambiente. Veja: esse processo é inconsciente; sutilmente inconsciente. Nós nem imaginamos que estamos procedendo assim.  Acabamos nos capacitando de que as pessoas que nos rodeiam e o ambiente em que vivemos são realmente assim “como vemos”.
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Terça-Feira,  20  de setembro 2005 Senhor dai-nos a Sabedoria

“Quem poderá, Senhor, conhecer o vosso projeto se não lhe derdes a Sabedoria, enviando do alto o vosso Espírito Santo? Dai-me a Sabedoria que está convosco, que se assenta ao vosso lado!
Vós me escolhestes para governar vosso povo, para dirigir vossos filhos e filhas, me ordenaste construir-vos um templo, cópia fiel da habitação que havíeis concebido no princípio. Dai-me a Sabedoria”. Salomão orou assim pedindo a Deus sabedoria. São tantas as decisões que precisamos tomar em nossa caminhada. Precisamos da sabedoria divina. Peça a Deus hoje. Que o Senhor dirija nossos atos.
Que a sabedoria esteja comigo em meus trabalhos e me ensine o que é do vosso agrado Senhor. Assim minhas obras serão do vosso agrado. Conduzirei vosso povo com justeza. Dai-me a Sabedoria!
Sou vosso servo e filho de vossa serva, um homem fraco e de existência breve. Dai-me  a Sabedoria!

Quarta-Feira,  21  de setembro 2005 Decidir-se pelo Senhor

Hoje celebramos a festa de São Mateus. Jesus o avistou e o chamou: “Vem e segue-me”. Hoje, Jesus continua a nos chamar. Chama a mim e a você. Chama toda a sua família. O Senhor nosso Deus quer de nós uma decisão: a quem nós queremos seguir? A quem você está servindo?
Deus está nos dando a graça de escolhermos por Ele. Quando o Senhor nos aperta e nos leva a tomar uma decisão, Ele não está querendo o nosso mal. Ao contrário: só quer o nosso bem. Deus dá a cada pessoa a oportunidade de fazer a sua opção. O Senhor não tem medo de ficar apenas com um “pequeno resto”.
Não dá para ser seguidor de Jesus e infiel a Ele. O Senhor corrige os que ama. O Senhor nos quer inteiramente para Ele. Quer ser Deus em nossa vida. Faça a sua escolha. Eu já fiz a minha: eu e a Canção Nova serviremos ao Senhor.
Deus abençoe você, Pe. Jonas Abib

Sexta-Feira,  23  de setembro 2005 Conduzidos pelo Espírito

A palavra de ordem de Deus para nós hoje é: “Eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição de minhas mãos. Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria” (2Tm 1,6-8). É preciso que você seja assim. É assim que você vai ser instrumento de Deus. Ele precisa de você, porque Ele não quer perder nenhum dos seus filhos.
No início da primavera, no tempo das surpresas de Deus estou convidando você a se colocar sob a condução do Espírito Santo. Hoje, é o dia de a Ele se entregar. Hoje, é o dia de se colocar nas suas mãos para que ele dirija nossos atos e nossas decisões: Vinde Espírito Santo!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Terça-Feira,  27  de setembro 2005 Permanecei firmes no Senhor

“Alegrai-vos sempre no Senhor; repito, alegrai-vos. Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus”. (Fil.4,4-7)
Busquemos neste dia, voltar o nosso olhar unicamente para a pessoa de Jesus. A contemplação de Cristo é a única maneira para simplificar a nossa vida e orientá-la em direção ao seu fim último.
Na medida em que nos assemelhamos verdadeiramente a Cristo, deixando a parte toda e qualquer preocupação, acreditando que Ele cuida e tem o controle de todas as coisas, vamos assumindo em nós os seus sentimentos e buscando fazer todas as coisas conforme a sua vontade!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

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Segunda-Feira,  12  de setembro 2005 Buscar a vontade de Deus

A obediência de Cristo foi submissão filial plena e amorosa ao querer do Pai. Foi uma atitude de perfeita docilidade, ativa e responsável à vontade do Pai. Foi centro do plano salvífico de Deus, aceitá-lo incondicionalmente com todas as suas conseqüências.
Obedecer significa comprometer-se diante de Deus e dos irmãos a viver em atitude de total docilidade à vontade amorosa do Pai e acolhê-la filialmente como critério único de vida, sejam quais forem as mediações humanas ou sinais que manifestam essa vontade.
Se estivermos atentos à vontade de Deus não esperaremos que a nossa autoridade a revele para nós e nem resistiremos aos absurdos ou mesmo àquilo que para nós é muito difícil. Nós mesmos exporemos a vontade de Deus para elas e as ajudaremos a descobrir conosco o que Deus tem para nós. Contribuiremos positivamente no caminho de Deus para as nossas vidas.
Para vivermos a obediência não podemos assumir uma atitude passiva ou muito menos uma atitude de nos esconder da vontade de Deus e nos colocarmos indispostos, resistentes, a ela, mas uma atitude de descoberta, uma disposição interior, uma determinação para vivê-la.
O conhecimento da vontade de Deus nos leva a responsabilidade e não temos como não cumpri-la. Quem obedece alegra o coração de Deus!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Quarta-Feira,  14  de setembro 2005 Adorar a Cruz de Jesus

“Meus olhos estarão abertos e os ouvidos atentos à oração feita neste lugar. Pois agora escolhi e santifiquei esta casa dedicada a meu nome para sempre. Meus olhos e meu coração estarão nela todo o tempo” (2 Cr 7, 15-16). Salomão termina a construção do templo e está para inaugurá-lo, consagrando-o ao Senhor. Naquela noite o Senhor lhe aparece e lhe diz: “Ouvi a tua oração e escolhi este lugar como Casa do Sacrifício” (v. 12).
Naquele tempo eram todos aqueles sacrifícios que eles ofertavam a Deus. Hoje é o único sacrifício de Cristo, realizado na cruz e renovado em cada celebração da Missa.
Isto vem confirmar a Canção Nova como Território Eucarístico. Mais do que a nossa espiritualidade, toda a nossa vida se centraliza na Eucaristia. Tudo o que fazemos converge para a Eucaristia e tudo o que somos enviados a realizar ainda, parte dela.
A redenção que levamos a inúmeras pessoas todos os dias, é aquela que se realizou na cruz e que, ao mesmo tempo, se renova em cada Eucaristia. Somos portadores desta redenção, da qual também participamos todos os dias.
Quando vamos para a adoração ao Santíssimo Sacramento, levamos conosco este povo imenso pelos quais somos responsáveis. Quando nos achegamos ao pé da cruz todos os dias, às 15 horas – a hora da redenção – e rezamos invocando a Divina Misericórdia sobre nós e sobre o mundo inteiro, levamos conosco todo esse povo. A Canção Nova é realmente “Casa do Sacrifício”.
Mas sinto que há mais coisas ainda a serem descobertas nesta expressão “Casa do Sacrifício”. Ela fala dos nossos sacrifícios, das nossas dores, de todos os sofrimentos que a própria missão nos acarreta.
Percebo que Deus nos quer levar a assumir e viver aquilo que São Paulo expressa como experiência pessoal: “Alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós e completo, na minha carne, o que falta às tribulações de Cristo em favor do seu Corpo que é a Igreja.” (Col 1, 24)
Temos experimentado muitos sofrimentos: tanto cada um de nós pessoalmente, como as nossas frentes de Missão. Temos experimentado o “completar na nossa carne o que falta às tribulações de Cristo.” O que nos faltava certamente, e o Senhor nos quer ver assumindo agora, é o “alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós”. É a alegria no sofrimento. É o acolher de coração e com alegria os sofrimentos que nos atingem, sabendo que eles são necessários para a realização da missão. Nós sofremos por aqueles  a quem somos enviados, para que a graça os atinja com os frutos da redenção de Cristo.
Convido você que é Família Canção fazer esta experiência conosco no dia da Exaltação da Santa Cruz. Seu irmão,
Pe. Jonas

Quinta-Feira,  15  de setembro 2005 Contemplar o crucificado com Maria

Querida Mãe, Contemplamos hoje tua presença na cruz. Apesar do sofrimento do teu coração estavas de pé diante da cruz. Mesmo vendo teu Filho ser morto estavas ali. Contemplavas aqueles que curcificaram seu Filho e, mesmo assim, acolheste-os como filhos.
Teu coração amargurado não desistiu, teu sofrimento não impediu que olhasse para teu Filho e o amasse e com Ele também te entregavas por amo de nós.
Quero pedir-te, ó Mãe querida, Mãe das dores, ensina-nos a enfrentar o sofrimento nosso de cada dia. Ensina-nos a amar Jesus mesmo em meio a lágrimas e pranto. Ensina-nos a não desistir. Ensina-nos a permanecer de pé diante das nossas dores.
Nossa Senhora da dores rogai por nós

Sexta-Feira,  16  de setembro 2005 O amor de Deus é amor de PAI

Vejam, meus irmãos: se de modo geral não conseguimos amar os outros, nem ter misericórdia e bondade para com o próximo, é porque não temos acolhido o amor de Deus por nós.
Muitas vezes, não amamos os outros, não temos misericórdia e nem perdão, não temos um coração de pastor, não temos o coração de Jesus para com os nossos irmãos, porque verdadeiramente, não acreditamos no amor de Deus.
Para romper estas barreiras é preciso começar a amar o próximo, ter misericórdia dos outros e perdoá-los, tornando-nos irmãos que se compreendem, que se ajudam e se levantam, que são alegres e que juntos, saem da lama e não se condena um ao outro. Olhemos para Jesus, que nos está tomando pela mão, nos arrastando da lama e tomando-nos no colo.
Precisamos, portanto, em primeiro lugar, acreditar no amor de Deus, na Sua misericórdia, no Seu perdão. Acreditar que Deus é realmente nosso Pai, cheio de amor e misericórdia. O amor de Deus não é um amor genérico e sim, pessoal, ou seja, amor por mim. Ele me ama, me perdoa, tem misericórdia de mim, não me condena e não me acusa. Ele é meu PAI.
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Sábado,  17  de setembro 2005 Viver sempre reconciliado

Viver reconciliado = contínuo perdoar e ser perdoado! Somente o estar enxertado no cepo, nos traz a graça reconciliadora, ou seja,  morrer  para si mesmo a cada instante. Ter os olhos fixos no Senhor, no próprio coração de Jesus onde não há sombra de ressentimento, amargura ou volta para si mesmo. O coração de Jesus é todo amor, n’Ele está a fonte de toda a unidade e aceitação do outro, porque Ele nos aceita como somos.
Entre eu e o meu irmão está Jesus. Ele continua a defender cada filho seu, como defendeu a mulher adúltera: “Se você nunca pecou atire a primeira pedra”. Sempre Deus deve  estar em primeiro lugar, depois o irmão, esta é a perfeição do verdadeiro perdão: “Tudo  que passa primeiramente por Deus se santifica, do contrário é um mero ato humano, que traz simplesmente alívio e acomodação humana; o verdadeiro perdoar e ser perdoado, gera vida nova e comunhão de coração”.
A exemplo de Jesus que vive sempre reconciliado; Ele foi crucificado, mas mesmo assim, se reconcilia com o homem, pois se dá como alimento na Eucaristia. Ele que no alto da cruz diz: “Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”.
Seu irmão, Pe. Jonas

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Terça-Feira,  30  de agosto 2005 Deus é a força diante das tentações

O Senhor não quer a morte do pecador nem a morte daquele que teve a graça da conversão, mas infelizmente voltou à vida passada. Não, pelo contrário! Ele nos quer firmes até a volta do Seu Filho Jesus.
“Assim, pois, aquele que pensa estar de pé tome cuidado para não cair” (I Cor 10,12).
É Palavra de Deus para nós nesses tempos. Estamos vivendo um período de misericórdia e conversão. “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além de vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (I Cor 10,13)
É Deus quem diz: tentação nenhuma ultrapassa as forças humanas. Acredite na Palavra de Deus. Ele não nos dá nenhuma tentação que ultrapasse nossas possibilidades. Pelo contrário, o Senhor nos dá, com a tentação, a Sua força, para que, vencendo a tentação, ultrapassando-a, coroados com a Sua vitória, sejamos Seus eleitos, preparados para ir ao Seu encontro.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Quarta-Feira,  31  de agosto 2005 Coração humilde, oração atendida!

Quando nos colocamos na presença do Senhor com o coração contrito e humilhado, Ele se compadece de nós e nos envolve com Sua misericórdia. Precisamos elevar o nosso coração a Deus e nos abandonarmos em Suas mãos, deixando que Ele seja o Senhor das nossas vidas; porque a nossa vida não nos pertence, nós só administramos um patrimônio que é de Deus.
Ao Senhor foi dado poder no Céu, na Terra e nos infernos, por isso, se clamarmos o Seu nome com pureza de coração e reta intenção, Ele acalmará todas as nossas tempestades e nos concederá o dom da fortaleza, para que na hora da dor e da provação estejamos firmes. Não existe problema sem solução, tudo pode ser mudado pela oração.
O nosso chamado hoje, é para sermos homens e mulheres de oração, que se deixam conduzir pelo Espírito Santo, tornando-se uma brasa viva do amor de Deus. Faça de sua vida uma oração e a cada dia você poderá testemunhar as maravilhas que o Senhor tem operado em sua vida.
Muitas pessoas já alcançaram grandes graças, porque não pararam diante dos obstáculos, mas perseveraram na oração. Deus está formando um povo de fé, um povo que súplica, que pede, que não desanima, mas que acredita, que espera e suporta. Através das tribulações, dos sofrimentos, Deus tem nos ensinado a pedir sem nunca desanimar.
Coração humilde, oração atendida! Esta é a realidade do Reino de Deus para qual precisamos nos abrir. A humildade é a chave que abre a porta do Céu. É com o coração humilde e necessitado que devemos nos dirigir a Deus.
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Quinta-Feira,  01  de setembro 2005 Ele carrega as nossas chagas

Estamos no colo de Maria, no pé da Cruz. Somos identificados com Jesus, pois Ele carregou em Seu corpo as nossas chagas. Todos nós estamos em restauração. O mundo, o pecado, o demônio nos “deformou” a todos, por isso, não estranhe a sua situação.
Mas não se iluda, não seja ingênuo de pensar que, mesmo tendo vivido tantas coisas erradas no passado, agora porque você pertence ao Senhor, tudo já está resolvido. Está resolvido sim,  porque Jesus já nos perdoou e recebemos a semente da nova criatura. Mas há muito ainda para ser restaurado em cada um de nós.
Maria é quem nos leva constantemente a esta restauração, nos apresentando a Jesus, intercedendo por nós. Deus quer que voltemos à integridade, isto é, que voltemos a ser como éramos quando saímos do coração de Deus.
Acredite: você pode receber toda integridade de volta. Não fique perturbado por aquilo que aconteceu no seu passado e que, às vezes, volta à tona… Não há do que se envergonhar, Maria está aí ao seu lado. A missão dela é devolver a integridade a mim e a você: o rosto original de filhos de Deus.
Santidade é luta, é restauração, é receber de Deus, pelo arrependimento, pela confissão, pela comunhão, pela oração do rosário, toda a restauração. É estar nos braços da Mãe de Deus e receber a integridade total de filho de Deus.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Segunda-Feira,  05  de setembro 2005 Pessoas realizadas e felizes

Bíblia e os documentos da Igreja usam esta expressão: “os desígnios de Deus“.
Desígnio é mais que um simples desejo, são as disposições de Deus: Seus planos, Seus projetos, Seus propósitos de amor para conosco. Ele tem desígnios de amor para a nossa vida, por isso, necessitamos entrar nos propósitos de Deus.
Se caminharmos segundo a vontade de Deus, a nossa vida seguirá como um rio: tortuoso sim, com muitos obstáculos no seu leito, mas, seguro em seu curso natural. Por outro lado, se não formos dóceis à vontade Dele, não seremos pessoas felizes e realizadas.
Uma árvore, mesmo não produzindo nenhuma flor e nenhum fruto, já realiza o seu papel. Durante a noite, ela transforma o gás carbônico e toda a poluição em oxigênio. Todo ser que realiza a finalidade de sua existência é uma bênção para si e para os outros. E aquele que faz tudo ao contrário do que Deus lhe pede e, foge da razão da sua própria existência, torna-se um infeliz, um frustrado, um verdadeiro desgraçado, porque fugiu da graça.
A criatura humana foi criada para Deus. Quando se encaminha para Ele, torna-se uma felicidade e uma bênção para si e o para os demais.
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Terça-Feira,  06  de setembro 2005 O mistério de Jesus

Toda e qualquer espiritualidade cristã, tem como seu fundamento a pessoa de Jesus. Na Canção Nova, temos o mistério de Jesus evangelizador, que veio para anunciar a Boa Nova da Salvação. Ele mesmo explicou Sua missão na sinagoga de Nazaré, quando aplicou a Si as palavras:
“O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque me ungiu. Ele me enviou para dar a boa notícia aos pobres, para curar os feridos, para proclamar a libertação dos escravos e pôr em liberdade os prisioneiros.” (Isaías 61,0)
Hoje, continuamos a mesma missão de Jesus! Eu e você somos chamados a levar a Boa Nova, a levar esse Jesus vivo e vivido a todos aqueles que, por um motivo ou outro, não acreditam mais numa vida nova, não acreditam mais num mundo novo. Somos chamados a anunciar este novo Céu e esta nova terra que virão.
Na sua casa, no seu trabalho, no seu grupo de amigos, procure ser esse comunicador da Boa Nova da salvação. O Senhor precisa de você!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

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Quinta-Feira,  18  de agosto 2005 Você sabe o que é recata?

“Eu não era profeta, nem filho de profeta; era vaqueiro, cultivava sicômoros; mas o Senhor me tomou de detrás do gado e o Senhor me disse: Vai! Profetiza a Israel, meu povo” (Am 7,14-15)
Na colheita de batatas, muitas acabam sendo cortadas pela enxada e não servem mais para a comercialização. Com a permissão do dono, as pessoas recolhem o que sobra: é a recata. Eu morava na roça e minha mãe fazia recata na plantação de batata.
Na nossa pobreza, muitas vezes, fomos socorridos por essas batatas. Comíamos batata cozida, frita, purê de batata, sopa de batata… Deus me chamou assim como Amós. Não sou nada, sou filho pedreiro e de uma recatadeira de batatas, mas Deus me chamou e fala por meu intermédio.
Deus precisa de “alto-falantes” pelos quais possa falar. Ele não nos chamou apenas para uma primeira conversão, mas para nos resgatar, para mudar nossa vida, nos tocar, nos purificar. Ele nos chamou para sermos seus “alto-falantes”, seus profetas.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Sexta-Feira,  19  de agosto 2005 Cada um de nós é Jairo!

“Tendo Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a Ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do caminho, quando um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou à sua vista e lançou-lhe aos pés, rogando-lhe com insistência: ‘Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva’. Jesus foi com ele, e grande multidão O seguia, comprimindo-O” (Mc 5,21-24)
Jairo estava com o coração na mão. A vida de sua filha se esvaía e ele, preocupado, angustiado, sem solução humana, percebeu que Jesus o poderia ajudar.
Que angústia você traz no coração? Que peso carrega a sua alma? Que preocupação, fardo o acompanha? É algo seu, pessoal? É seu casamento, namoro? Ou trabalho? É uma pessoa querida? Seu filho, sua filha? Seu marido, sua esposa? Seus pais? Qual é o problema? É um vício? Você está em uma situação de conflito?
Cada um de nós é Jairo, que recorreu a Jesus no sofrimento. Diga:

“Hoje me dirijo a Ti, Senhor, com o coração na mão, com a mesma confiança, a mesma fé de Jairo. Eu ponho meus problemas, meu coração, pesado, em Teu coração. E o faço porque sei que tens a solução que eu não tenho; a solução que eu busco e não encontro. Eis-me aqui, Senhor. Eu sou aquele Jairo!”

Seu irmão, Padre Jonas Abib

Terça-Feira,  23  de agosto 2005 A nossa melhor oração é a vontade de Deus

“Sei em quem pus a minha confiança” (II Tm 1,12b). O Senhor nos separou para Si e para o Seu serviço. Nós já não nos pertencemos mais: Somos de Deus! Isso significa que, em tudo o que fazemos, trabalhando, conversando, andando, dormindo ou comendo, enfim, em tudo, devemos saber que somos de Deus, pertencemos a Ele. Em tudo precisamos fazer a vontade de Deus.
No dia de hoje, Deus nos convida a manter viva em nós a Sua divina presença. Onde quer que nos encontremos, Sua presença nos acompanha. Não estamos sozinhos. Esta certeza nos ajuda a não termos medo: “O Senhor caminha e está conosco”.
Nossa melhor oração é a vontade de Deus, vamos fazer tudo, neste dia, para que em nossas ações Ele se alegre conosco. Isso é oração!
Deus abençoe você,
Seu irmão em Cristo, Padre Jonas Abib

Quinta-Feira,  25  de agosto 2005 Evangelizar, missão de salvamento!

Em decorrência das chuvas, das águas que despencam violentas, os rios muitas vezes sobem e ficam enlameados e, às vezes, a lama entra pelas casas… Imagine que parentes seus estejam em um desses rios, sendo arrastados pela correnteza e você recebe a ordem de ir salvá-los.
E você vai tanto pela ordem de comando como por seu coração. De modo especial, você que é pai, que é mãe, não vão deixar seus filhos rodarem rio abaixo. E você que é filho, da mesma maneira não vai permitir que sua mãe ou seu pai sejam levados pelas águas barrentas; ou que seu irmão, sua namorada, sua noiva se percam na correnteza.
A situação na terra é esta. Evangelizar, hoje, equivale à missão de salvamento. E nós é que devemos salvar os nossos.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Segunda-Feira,  29  de agosto 2005 Vivendo em estado de PHN

Somos escolhidos por Deus. Ele investiu tudo para que busquemos a santidade e marchemos para “céus novos e uma terra nova”. Saiba: a cada dia esta realidade está mais próxima. A nossa meta é esta; nós estaremos lá com todos os santos – não só os beatificados e canonizados – mas também com aqueles que, em meio a inúmeras dificuldades, romperam com o pecado, venceram suas fraquezas e terminaram seu percurso, vitoriosos, na graça de Deus e, hoje estão no Céu.
Porque somos fracos, temos de ser determinados como os alcoólatras e dependentes de drogas. Eles aprendem que a única maneira de deixar o vício é se decidir. Dizer: “vou parando aos poucos” é ilusão. A decisão tem de ser radical!
Com o pecado é a mesma coisa: é preciso tomar a decisão e romper definitivamente. É preciso assumir o PHN! Por Hoje Não, por hoje não vou mais pecar: por hoje eu não bebo mais; por hoje eu não uso mais drogas; por hoje eu não peco mais. E no dia seguinte repetir a mesma coisa e, assim, incorporar o PHN em sua vida.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

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Terça-Feira,  02  de agosto 2005 Somos feitos para o amor!

Perdão e providência estão intimamente ligados. Urge fazer essa experiência e dar a Deus a chance de abrir as válvulas do nosso coração para “derramar” o perdão. Todos nós passamos por situações dolorosas que nos marcaram muito, por isso, ficamos magoados. São situações que envolvem pessoas, instituições, acontecimentos… Pode ser que até estejamos magoados com Deus.
Quantas vezes perguntamos: Por que Deus fez isso comigo? Por que Ele me colocou nesta família? Por que levou meu filho? Por que não me deu a graça de ser mãe, de gerar um filho? Por que permitiu essa situação no meu casamento? Por que deixou que meu filho se viciasse em drogas; que minha filha se perdesse? Por que me tirou um ente querido? Por que levou para longe de mim alguém que eu tanto amava?” Tantos “por quês”…
São situações que não aceitamos. Não conseguimos entender e, por isso, ficamos magoados com Deus. Talvez até pensemos que o nosso motivo é justo. Mas veja bem: esse “ficar sentido com Deus” é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede a graça de Deus.
Para muitos de nós é difícil perdoar, porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas, implica abrir o coração e remexer no “lixão” de nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas, imagine conservar uma lata cheia de lixo um mês dentro da sua casa! Ninguém iria agüentar o mau cheiro.
Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da Cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é o seu coração, é o pé da Cruz de Jesus. Não é o seu coração, é o Coração de Jesus.
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: “Além de tudo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?” Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo que está estragado. Lembre-se: Deus é amor! Somos Sua imagem e semelhança. Por isso, dentro de nós só podem ficar o amor e o que ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico e venenoso.
Somos feitos para o amor!
Por isso, é preciso viver o amor em plenitude. E, para viver bem essa proposta é preciso ter fé e confiança em Deus.
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Segunda-Feira,  08  de agosto 2005 Sois bem-aventurados

Assim como Jesus sofreu perseguições, também aqueles que o seguem, sofrerão. Ele próprio disse: ”o discípulo não está acima do seu mestre…”(Mat 10,24a). O discípulo acabará vivendo aquilo que o mestre viveu. Se trataram assim Jesus, o que não farão conosco? Jesus deixa claro: ”se alguém quer vir em meu seguimento, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mar 8,34b).
Aí está o nosso ‘adestramento’. O Senhor não tem receio de fazer-nos passar pela provação. Ele sabe que precisamos ser provados. Pois esta é a única maneira de criarmos têmpera e nos tornamos os valentes guerreiros de que o Senhor precisa. Por isso não estranhe: seus combatentes passam por muitas tribulações. Eles são testados no fogo da provação.
Não é possível ser cristão e não ser perseguido. Quem não passa, como Jesus, por perseguições, controvérsias e tribulações de todo tipo é porque não vive um autêntico cristianismo. Jesus nos mostra isso como bem-aventurança:
“Felizes sois vós quando vos insultam, vos perseguem e mentindo dizem contra vós toda a espécie de mal por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque grande é a vossa recompensa nos céus: foi assim, com efeito, que perseguiram os profetas que vos precederam” (Mat 5,11-12a)
Deus nos usa como luz. Por isso incomodamos os que não são Dele. E por incomodarmos, eles vêm contra nós. Somos motivo de questionamento para as pessoas que não se importam com Deus.
Meu irmão, minha irmã, que bom que hoje você está nesta condição, saiba que você é um(a) bem-aventurado(a), é a própria Palavra de Deus que diz isso. Por isso, não temas, o Senhor está contigo, Ele olha para os seus sofrimentos e os coloca no seu Sagrado Coração.
Deus os abençoe!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Terça-Feira,  09  de agosto 2005 Vivendo a condição de verdadeiro esposo

O mundo deturpou demais o relacionamento conjugal: livros, revistas, filmes, conversas maliciosas, piadas, brincadeiras, vídeos e “meninas de programa”… tudo para deturpar a coisa mais linda, que é o relacionamento conjugal de homem e mulher.
Deus o quer puro. Ele o quer vivendo a intimidade sexual com a sua esposa, mas na pureza. Ele quer lhe dar essa graça. Permita-Lhe purificar seu passado e fazê-lo verdadeiro esposo e pai.
A primeira condição para ser esposo é ser profundo “amante”! Alguém que, antes de tudo, ame como José amou: amor sem egoísmo. Alguém que não pensa em si mesmo em primeiro lugar, mas na esposa e filhos. Creia: você não se frustrará tendo autodomínio, ao contrário, este o fará mais homem e mais feliz.
“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo”(II Cor 5,17)
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Quarta-Feira,  10  de agosto 2005 A Eucaristia é remédio!

Vivi uma experiência inesquecível há algum tempo. Num encontro onde estive pregando, durante a missa, enquanto distribuía a comunhão, percebi uma alergia muito intensa na mão de uma pessoa que ia receber a Eucaristia. No momento em que coloquei a Hóstia em sua mão, a alergia desapareceu.
Durante todo o restante do Rito da Comunhão fiquei me perguntando: “Senhor, o que vi foi mesmo real ou foi impressão minha? O Senhor curou?”
Após a comunhão, durante uma oração de cura, comecei a orar pelo povo e tive a coragem de anunciar aquela cura. Falei em voz alta: “Onde você estiver, se manifeste e mostre para as pessoas a sua mão”. A resposta foi imediata: com lágrimas nos olhos, a pessoa mostrou a todos sua mão curada!
A Eucaristia é como um remédio que temos de tomar constantemente até ficarmos curados.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Sexta-Feira,  12  de agosto 2005 O verdadeiro exercício do perdão

Não temos o direito de ficar magoados com as pessoas que nos ofenderam, nos feriram… Não podemos ficar ressentidos e querer mal à pessoa, porque fez algo errado. Se agirmos assim, estaremos nos matando.
Quando você não perdoa, você está se asfixiando. Não se trata de ter o direito de não perdoar, porque foi a pessoa que errou. O direito que você tem é o de viver, não o de morrer. O ressentimento mata! Mata a alma e o corpo.
Precisamos estar com o coração totalmente aberto para que flua abundantemente. É preciso ter a coragem de vencer os ressentimentos, as mágoas, os rancores, a raiva. É necessário romper com todos esses sentimentos negativos. Eles geram doença; geram a morte!
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Terça-Feira,  16  de agosto 2005 Anjos, amigos do Céu

“O anjo do Senhor acampa em torno daqueles que o temem e os liberta” (Salmo 33,7). Deus Se põe do lado de quem Nele confia. O Senhor nos ama e intervém em nosso auxílio se O invocarmos.
Quero convidar você a submeter-se aos cuidados destes que o Senhor, bondosamente, colocou ao nosso lado para nos proteger e nos guardar: os anjos.
Vamos rezar várias vezes durante este dia:

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém!”

Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Quarta-Feira,  17  de agosto 2005 Perdoar não é esquecer, mas lembrar sem sentir dor

Ame seu familiar e próximo, apesar de todas as brigas que houve entre vocês.
Pelas decepções e revoltas causadas por um irmão ou uma irmã que foi injusto(a) com você, que o desprezou, lesou, ofendeu, causando-lhe prejuízo econômico e prejuízo à sua honra, que falou mal de você, embora fosse seu irmão. Pelas decepções por causa de herança e terra…
Às vezes, irmãos e cunhados brigam entre si até por causa do cachorro. O problema com o animal passa, mas fica a decepção, a inimizade, enquanto o cachorro está belo e folgado.
Impressionante: no perdão está a raiz de tudo! Derrama, Senhor, sobre cada um de meus irmãos, a decisão de perdoar e amar.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

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Terça-Feira,  19  de julho 2005 Carregar uns aos outros no amor

“Carregai-vos uns aos outros nos amor de Cristo” (Ef 4,2). Você pode me perguntar, hoje, assim: Novamente o Padre Jonas falando de amor?! É isso mesmo! Acordei, e Deus colocou no meu coração esta palavra: “Carregai-vos uns aos outros nos amor”.
Eu suspiro por gastar toda a minha vida amando. Você também precisa suspirar para gastar toda a sua vida no amor. Isso é o essencial. Deus nos dará a recompensa pelo nosso amor. Quero lembrar outra passagem que também está ligada a esta: “O amor cobre uma multidão de pecados”. (cf.I Ped 4,8)
Só pelo amor poderemos fazer com que a salvação de Jesus chegue até aqueles que amamos e aqueles que passam pela nossa vida. A tentação tem nos enganado, dizendo que não podemos confiar nas pessoas, que precisamos cuidar somente da nossa vida. Não, Deus está dizendo, hoje, para nós: “Carregai-vos uns aos outros no amor de Cristo”!
O amor nos leva à perfeição; no amor está a nossa salvação. Deus nos capacitou para o amor. Amor que é suporte, amor que perdoa, amor que luta, que exorta, que se alegra, que chora junto, que anima, que não desiste… amar, amar, sempre amar…
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Quarta-Feira,  20  de julho 2005 Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro

A palavra de Desus é exuberante quando nos fala da amizade:
“Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade da sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor achará esse amigo. Quem teme o Senhor terá também uma excelente amizade, pois o seu amigo lhe será semelhante”. (Eclo 6,14ss)
Amigo não é apenas um conhecido, colega ou companheiro. Não! Amigo é amigo. Se eu quisesse definir amigo e amizade teria de encontrar as palavras certas e o conceito exato, porque amigo não é uma coisa qualquer. É por isso que a Palavra de Deus nos diz que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro.
Um amigo pode nos transformar. E por que nos transforma? Porque antes de tudo o amigo nos ama como somos.
Ele consegue nos corrigir e, muitas vezes, só o amigo é capaz de fazer isto. O que o pai não consegue, o que a mãe não consegue, um amigo consegue fazer. Ele atinge o coração; ele chega naquele lugar em que ninguém consegue chegar.
E por que ele consegue chegar lá? Repito: porque o amigo nos ama como somos. É por isso que ele consegue nos transformar.
O amigo é capaz de dizer as coisas como elas são, ele consegue nos dizer as verdades que não queríamos ouvir, mas como o amigo é amigo, acabamos ouvindo. Muitas vezes, nos chateamos, afastamos, ficamos sem nos comunicarmos, mas passam as horas, os dias e logo a gente volta atrás, entende, acolhe, se dobra e tudo muda.
Às vezes brigamos, nos revoltamos, mas porque amigo é amigo, não conseguimos ficar longe. A amizade é mais forte que a briga, a revolta e, que bom que é assim! Muitas vezes, só a amizade é capaz de nos dobrar. Ter amigos é essencial! Ser amigo é o segredo da vida e da vitória. Porque na amizade há amor puro, amor desinteressado.
O verdadeiro amigo é um grande tesouro!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Segunda-Feira,  25  de julho 2005 Uma boa semente: alegria

Deus espera de cada um de nós frutos de um conversão. Um combatente precisa produzir muitos frutos, mesmo em meio à batalha. Basta recordarmos a passagem da figueira: Todos esperavam um fruto dela. Mesmo fora de época é normal se encontrar frutos na figueira. Jesus passa hoje por nós e espera encontrar fruto. Em meio à batalha do dia-a-dia, Jesus quer encontrar o fruto da alegria. A alegria de pertencer a Ele.
Jesus semeou em nós as sementes do Reino de Deus: uma delas é a alegria. Ele as regou com seu sangue e deixou que brotassem dentro de nós. Agora chegou o tempo de Jesus colher os frutos. Ele voltará para isso. É justo que ele encontre frutos em nós. Um combatente não pode perder o sorriso em meio ao sofrimento da batalha.
Assim como não podemos perder a coragem, a fé e o amor, não podemos perder a alegria: ela é um fruto do Espírito Santo. Infelizmente, por nós deixarmos levar pelos aborrecimentos do dia-a-dia, acabamos não apresentando diante do Senhor os frutos que Ele tem o direito de encontrar em nós.
Jesus, de quando em quando, precisa cortar galhos da árvore para que, podada, possa produzir mais frutos como ele mesmo nos fala: “Eu sou a verdadeira videira, e meu pai é o vinhateiro. Todo ramo que em mim, não produzir fruto, ele o arranca, o purifica a fim de que produza mais. Vós já estais purificados pela palavra que eu vos disse” (Jo 15,1-3).
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Terça-Feira,  26  de julho 2005 Apóstolos num novo tempo

Deus investiu muito em nós, agora está nos convocando de novo. Se você desistiu de tudo, volte depressa! É uma grande convocação feita pelo próprio Papa João Paulo II. É através dele que vem o chamado de Jesus para sermos novamente pescadores de homens.
Nos inícios dos encontros de jovens, entrávamos pela noite, depois de um dia extenuante de palestras, testemunhos e trabalhos em grupos, conversando com eles para ajudá-los a sair da situação de pecado, levando-os ao encontro de Deus, ajudando-os a entender as coisas, para depois se dirigirem à confissão: era a nossa maneira de pescar. Entrávamos noite adentro, lançando as redes e a pesca era abundante.
Fazíamos na verdade, uma evangelização de primeira qualidade, mesmo sem ter pleno conhecimento do que estávamos fazendo. Tudo era feito pela inspiração… com muito ardor, com muita garra. Hoje, Deus chama de volta todos aqueles que se afastaram. Todos que já trabalharam conosco, e os que já trabalharam em outros movimentos da Igreja. Os que pregavam, os que davam testemunhos, aqueles que com os seus trabalhos, suas orações, arrastavam as redes repletas de peixes… Todos são chamados de volta!
Por mil motivos, muitos deles voltaram para ‘o mar da vida’, mas estão marcados: São do Senhor. São apóstolos. São pescadores de homens. É preciso buscá-los, repescá-los sem medo.
Hoje o número de peixes é muito grande, por isso será necessário reunir uma grande equipe. Teremos que reunir os operários antigos e os veteranos com os novatos e inexperientes, e partimos juntos para um grande ‘arrastão de evangelização’, porque é necessário ‘pescar almas’ em quantidade!
São novos tempos. Já estamos num novo milênio. Há uma nova convocação. É preciso reunir os operários da primeira hora. O desafio é imenso. No Brasil são, pelo menos, 100 milhões de batizados não evangelizados. O próprio Senhor convoca os apóstolos de um novo tempo.
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Quarta-Feira,  27  de julho 2005 Abandonar-se à ação da Divina Providência

“Procurai primeiro o Reino e a justiça de Deus, e tudo vos será dado por acréscimo” (Mat 6,33). Nós somos de Deus, pertencemos a Ele. É justo que Ele tenha o que é Seu. Justiça é dar a cada um o que lhe cabe, o que lhe é próprio.
Você é de Deus. É justo que você se entregue a Deus e viva inteiramente para Ele; viva para os interesses Dele. E o interesse de Deus são almas, muitas almas.
Quando nos voltamos para Deus, Ele também se volta para nós. Quando buscamos o Senhor, a Palavra diz, Ele nos dará tudo por acréscimo. E tudo é tudo! Nós precisamos nos abandonar à ação da Divina Providência. Deus se serve dos fatos, dos acontecimentos e das situações para trabalhar em nosso crescimento e em nossa cura.
Não podemos perder de vista que Deus quer somente o nosso bem. É importante acreditar e esperar que Deus tem um plano de amor para nossas vidas, por isso, a Ele precisamos nos entregar: nossa vida, nossa família, nosso trabalho, nossos sonhos, enfim, tudo! Deus nos segura pela mão, nos sustenta, nos ampara. Ele nos ama, Ele ama você. Você é especial para Deus.
Observe e fique atento, hoje, aos carinhos do Senhor em sua vida. Alegre-se: Deus ama você!
Seu irmão em Cristo, Pe. Jonas Abib

Quinta-Feira,  28  de julho 2005 O Céu é só amor!

O Céu é só amor. Repito: só amor! Quem não aprendeu a amar nesta vida, não terá o que fazer no Céu. Assim como a pessoa que não sabe nadar não tem coragem de entrar na piscina – muito menos no rio ou no mar – quem não amar, não vai conseguir entrar no Céu. Mas, Deus criou você para a vida eterna, Ele não quer que ninguém seja excluído.
Existe em você uma necessidade de amar e ser amado. Quanto maior a necessidade de amar, maior a necessidade de ser amado. O inimigo, sabendo disso, para preencher nossa fome de amor, nos apresenta a sucata de uma vida promíscua, prostituída, com desvios afetivos… uma verdadeira sucata que não satisfaz nossa necessidade de amor e nos faz desviar para mil formas erradas. Mas o Senhor precisa e quer que nos amemos. Ele está disposto a nos treinar no amor. Tudo, porém, depende de nossa decisão. Amar é uma questão de decisão e não de um sentimento. Tanto amar a Deus como aos outros é um ato de vontade. É uma decisão!
Diante de toda situação, você tem sempre uma escolha a fazer: ou parte para o amor ou para o desamor. Diante dessas opções é preciso que você decida-se a amar. Amar, muitas vezes, vai consistir em perdoar, suportar, agüentar e não falar nada; outras vezes, vai ser falar, corrigir… mas com amor.
Você tem um enorme potencial de amor. Não deixe que a tentação desvie e descarregue isso em uma sexualidade errada. Muitas pessoas se “lambuzam” na sensualidade, numa sexualidade mal vivida, antes e fora de tempo e de lugar. Dessa maneira, desaprendem o amor verdadeiro, pois vivem no amor à base da sensualidade, chegando ao casamento com um conceito totalmente distorcido do amor.
Amar é um aprendizado. Amar de verdade, só se aprende na oficina da vida. Ou nos formamos na dureza do dia-a-dia nessa oficina, ou seremos egoístas. Pior ainda: corremos o risco de sermos egoístas eternamente, porque aquele que não ama, permanece na morte.
É no concreto da vida que Deus nos adestra. Somos combatentes no amor!
Seu irmão, Pe. Jonas Abib

Sexta-Feira,  29  de julho 2005 Deus me ama

“Somente o Senhor é a minha fortaleza, Ele é o meu rochedo” (Salmo 62,3). Isso é uma realidade e é preciso que a gente assimile.
A vida é dura! Disse Jesus: “No mundo tereis tribulações, mas coragem eu venci o mundo” (Jo 16,33). Se Cristo venceu o mundo vocês também podem vencer. É uma verdade que deve encorajar nossa alma. Só em Deus encontraremos a salvação!
É essa qualidade de vida que Deus quer que tenhamos. O inimigo não quer isso de jeito nenhum; ele não quer que tenhamos amor, ele quer nos destruir, nos oferece coisas gostosas que a nossa carne gosta para nos destruir, mas nós temos a certeza que: Deus me acolhe, Deus me abraça, Deus me ama…
O inimigo trabalha em nós com dois sentimentos para nos destruir: o sentimento de inferioridade e de culpa. A pessoa vai se sentindo tão culpada que se inferioriza diante de Deus. E o demônio vai cultivando esses dois sentimentos em nós. Quem sou eu para Deus? Deus me ama nos meus erros, Ele nunca deixa de me amar.
O que eu vou fazer com minha culpa? Os meus pecados, erros, não têm outro lugar a não ser aos pés da Cruz de Cristo. Este veneno não pode ficar dentro de você. Você precisa se arrepender, o arrependimento é fruto do Espírito Santo e nos convence do pecado.
“Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecermos os nossos pecados, Deus aí está  fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.” (I João 1,8-9)
Deus é amor. Ele é justo em misericórdia. Para quê esconder o nosso pecado? Deus nos olha com misericórdia, porque nos ama!
Seu irmão, Padre Jonas Abib

Segunda-Feira,  01  de agosto 2005 Pessoas realizadas e felizes

A Bíblia e os documentos da Igreja usam esta expressão: “os desígnios de Deus“.
Desígnio é mais que um simples desejo, são as disposições de Deus: seus planos, projetos, propósitos de amor para conosco. Ele tem desígnios de amor para a nossa vida, por isso, necessitamos entrar nos propósitos de Deus.
Se caminharmos segundo a vontade de Deus, a nossa vida seguirá como um rio: tortuoso sim, com muitos obstáculos no seu leito, mas seguro em seu curso natural. Por outro lado, se não formos dóceis à vontade d’Ele, não seremos pessoas felizes e realizadas.
Uma árvore, mesmo não produzindo nenhuma flor e nenhum fruto, já realiza o seu papel. Durante a noite, ela transforma o gás carbônico e toda a poluição em oxigênio. Todo ser que realiza a finalidade de sua existência é uma bênção para si e para os outros. E aquele que faz tudo ao contrário do que Deus lhe pede e foge da razão da sua própria existência torna-se um infeliz, um frustrado, um verdadeiro desgraçado, porque fugiu da graça.
A criatura humana foi criada para Deus. Quando se encaminha para Ele, torna-se uma felicidade e uma bênção para si e o para os demais.
Seu irmão, Padre Jonas Abib

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